A reciclagem é o processo que transforma materiais usados em novos produtos. Desta forma, os resíduos do nosso quotidiano, que teriam como destino o lixo indiferenciado, podem ser reaproveitados. Numa sociedade como a nossa, cada vez mais preocupada com a proteção do planeta, reciclar já faz parte da rotina.

É um dever de todos que se impõe em prol da sustentabilidade ambiental. Se é difícil? Não, de todo! Ainda assim poderão estar a escapar-te alguns pormenores. 

Cartão no azul, plástico no amarelo, vidro no verde, certo? Sem dúvida! Mas e as embalagens sujas, as pilhas e os medicamentos? Se não sabes, o OLX explica-te. Fica a conhecer os erros que poderás estar a cometer na hora de fazer a reciclagem.

Reciclagem em casa: faz os teus próprios ecopontos

Gestão de resíduos e reciclagem: o que precisas de saber

Depois de recolhidos nos ecopontos, os resíduos seguem para centrais. Nestas, é realizado um processo de triagem para a valorização ou a eliminação dos resíduos urbanos. 

Quando não são eliminados, os materiais dos contentores verde e azul são armazenados ou enfardados e encaminhados para as empresas de reciclagem. Nestas empresas, os resíduos são tratados e transformados em matéria-prima, que será usada na produção de novos produtos.

Quanto ao conteúdo do ecoponto amarelo, este é separado de acordo com a sua composição – plástico, metal e embalagens de cartão para alimentos líquidos – e é submetido a nova triagem. Durante este segundo processo de triagem, os resíduos plásticos são separados em oito tipos diferentes e os metais em dois tipos (alumínio e aço). Depois deste processo, os materiais são encaminhados para as empresas autorizadas, onde serão transformados em matéria-prima.

Mitos da reciclagem

De certeza que alguns destes mitos já te passaram pela cabeça:

  • “Nós separamos e eles misturam tudo no camião”: O interior dos camiões que recolhem os resíduos dos ecopontos amarelo e azul possui dois compartimentos, pelo que os resíduos não se voltam a misturar
  • “Tenho de lavar as embalagens antes de as separar”: Não é necessário lavar embalagens antes de as depositar nos ecopontos. Basta escorrê-las, espalmá-las e colocá-las no ecoponto correspondente.
  • “Reciclar causa desemprego”: Há mais de 2.400 empregos associados à gestão de resíduos de embalagens no âmbito do Sistema Ponto Verde. Não separar as embalagens, para além de prejudicar o ambiente, geraria a perda destes pontos de trabalho.
  • “Não há ecopontos suficientes”: A cobertura do território nacional é de 100%. Há mais de 41.000 ecopontos em todo o país, o que se traduz num ecoponto por cada 250 habitantes.

Dicas a ter em conta na hora de reciclar

  1. Esvazia bem as embalagens, de forma a não contaminares o material já depositado;
  2. Espalma as embalagens de forma a diminuir o espaço que ocupam no contentor;
  3. Coloca as embalagens uma a uma nos ecopontos, não em sacos fechados, para facilitar a separação na estação de triagem.

7 erros que poderás estar a cometer na hora de reciclar

1. Tudo o que é vidro no vidrão

Aquele espelho partido, a lâmpada da sala que se fundiu ou o pirex de vidro rachado. Nenhum destes deverá ir para o vidrão. Se por azar partires objetos de vidro em casa ou se simplesmente pretenderes deixar de os usar e quiseres ver-te livre deles, coloca-os no lixo comum. 

Nota que a decisão não tem nada a ver com o facto de as peças de vidro estarem ou não partidas. A questão está relacionada com o fato de o tipo de vidro ser diferente daquele que se pretende reciclar.

Mas então, o que pode ir para o vidrão? O objetivo deste ecoponto é receber vidro de embalagens, – tipicamente garrafas e frascos de vidro (de compotas, de misturas solúveis, conservas). Tratam-se de vidros que poderão ser sujeitos aos mesmos tratamentos, já que possuem um ponto de fusão semelhante.

2. Lenços e guardanapos no papelão

O primeiro impulso é deitá-los no ecoponto azul. Mas, à semelhança do que acontece com as caixas de pizza, o papel de cozinha e os lenços de papel, também estes resíduos devem ser colocados no orgânico.

É no ecoponto azul que, de facto, deves colocar o papel e o cartão. E a boa notícia é que estes materiais podem ser reciclados até sete vezes. A má é que para serem reciclados não podem estar contaminados. Ou seja, não podem estar sujos, de líquidos ou gorduras, e não podem ter outro tipo de resíduos ou matérias agarrados.

Damos-te alguns exemplos do que não deves colocar no ecoponto azul:

  • Papel sujo;
  • Caixas de cartão com gordura;
  • Lenços, papel de cozinha e guardanapos de papel;
  • Papel plastificado;
  • Papel autocolante;
  • Sacos de cimento;
  • Embalagens de produtos químicos;
  • Toalhetes e fraldas.

3. Medicamentos, no azul ou no amarelo?

Nem num, nem no outro. Os medicamentos devem ser entregues ou depositados nos contentores dos pontos de recolha VALORMED – farmácias, parafarmácias, entre outros.

A sociedade VALORMED foi criada precisamente com o objetivo de organizar e integrar as diversas operações relacionadas com a gestão dos resíduos gerados pelo sector farmacêutico. Esta coloca-te ao serviço um sistema cómodo e seguro para que te possas livrar das embalagens vazias e dos medicamentos que já não usas.

Entrega os teus medicamentos na farmácia, para que sigam um ciclo que não contamine a fauna e a flora.

4. Eletrodomésticos e lâmpadas fluorescentes no lixo comum

Os eletrodomésticos não devem ser depositados no lixo comum, nem no ecoponto amarelo, nem são para deixar na rua. Devem ser depositados nos contentores Eletrão. Estes pontos de recolha estão, frequentemente, presentes em hipermercados.

Se os eletrodomésticos ainda funcionarem, porque não vendê-los? Livra-te deles e ganha uns trocos.

Podes fazê-lo no OLX!

5. Pilhas e baterias domésticas no lixo comum

Existem pontos de recolha próprios para as pilhas e para as baterias. Os contentores são conhecidos como ecopilhas ou pilhão. Poderás encontrá-los, sobretudo, nas grandes superfícies comerciais e nas escolas.

6. Óleos alimentares usados pelo cano abaixo

O destino dos óleos é, provavelmente, o caso mais específico da separação de resíduos. Uma coisa é certa, para o cano não devem mesmo ir. A descarga de óleos alimentares usados na canalização é uma das principais causas para o mau funcionamento das Estações de Águas Residuais (ETAR). 

Por este motivo, deves depositar os óleos usados diretamente no oleão mais perto da tua área.

7. Então e os móveis? Lixo comum

Pode parecer óbvio para ti, mas ainda há quem coloque móveis no lixo comum. Esta é, naturalmente, uma prática errada. Se te queres ver livre dos móveis que já não usas, tens várias opções. Podes optar por doá-los, por pedir à câmara municipal da tua zona de residência que os recolha ou por vendê-los.

Quanto podes ganhar ao vender coisas usadas?

Apesar de estarmos familiarizados com o processo, muitas vezes surgem dúvidas na hora de reciclar. Esperamos com estas dicas ter-te ajudado a evitar possíveis erros.

Ainda assim, se tiveres dúvidas quanto ao destino de alguma coisa, podes sempre consultar o rótulo. A Sociedade Ponto Verde lançou uma nova família de símbolos de reciclagem que indica em que ecoponto se deve colocar a embalagem e detalha o processo correto de reciclagem.


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20 comentários a “7 erros mais comuns na hora de reciclar”

  1. Miguel diz:

    Ao ler a informação sobre a reciclagem e os seus processos gerais reparei que tenho alguns aspectos a melhorar na hora da triagem em casa.

    Grato pelo conhecimento geral dado.

  2. Conceição Braga diz:

    Gostei e melhorei na decisão de seleção. Obrigada

  3. Nina Ribeiro diz:

    “Por este motivo, deves depositar os óleos usados diretamente no oleão mais perto da tua área.”
    Bom dia sou de opinião que deveriam corrigir esta frase.
    Dá a ideia que se pode despejar diretamente quando deve ser condicionado em embalagens de plástico e depois colocado no oleão.

  4. Ana Maria diz:

    Bom dia, o que fazer aos tinteiros usados na zona do Porto?
    Obrigada

  5. Horácio Noronha diz:

    Obrigado pelas informações.
    No entanto, fica uma questão: Sendo estes materiais transformados em matéria prima para futuras utilizações, quer isto dizer que lhes é atribuído um valor, o valor da matéria prima. Quem beneficia com isto? Por que é que os fornecedores desta matéria prima (nós, que colocamos os resíduos nas caixas ecoponto), não beneficiam dos lucros?
    H. Noronha

  6. Fábio Santos diz:

    Pois…. Ao ler este artigo fiquei com a clara noção que tenho feito algumas asneiras. Ainda assim outra questão se levanta, se com tanta exigência não deveríamos ter algum apoio suplementar em relação aos que não reciclam!
    Pois como é obvio ao reciclarmos estamos a encher os bolsos de empresas que de alguma forma enriquecem a nossa custa.
    Como o exemplo das garrafas de plástico (que já deixei de colocar nos ecopontos) guardando-as para colocar nas maquinas que nos dão alguma coisa por elas. No caso do papel/cartão se é para ser certinho poderiam fazer igual. Mas isso sou eu a desabafar 😉
    Faço e continuarei a fazer reciclagem, mas agora de uma forma mais correta.

  7. Florentino V.J. Viegas diz:

    Bom dia, Grupo olx
    Muito obrigado por esta publicação,é sempre bom revisar o que aprendemos anos atrás, nunca está de mais avivar a memória e ao mesmo tempo recordar aos familiares, amigos e colegas de trabalho, principalmente na minha profissão onde reciclamos muito. Sou chefe de cozinha e Formador, este é um tema que insiro nas minhas aulas, no modulo de HACCP.

    Meus melhores cumprimentos

    FViegas

  8. Inocêncio Soares diz:

    Muito bem. Aprendi e na defesa do planeta estes conselhos são de extrema importância. Parabéns

  9. Maria João diz:

    Informação útil.
    No entanto, julgo que que poderiam ter ido ainda mais longe e adicionarem a reciclagem de resíduos orgânicos, ou seja, os caixotes do lixo castanhos, já presentes em alguns concelhos do País (julgo saber q/nesses caixotes se podem deitar os guardanapos usados, lenços de papel, toalhetes e papel de cozinha). Faz-se compostagem c/estes resíduos, que são mais tarde usados p/adubar jardins, espaços verdes, etc.
    Em casa, fazemos 1 saco de lixo por semana ou até menos! Só o deitamos fora porque começa a ter odores desagradáveis.
    Até há pouco tempo, tudo o q/era cascas e restos de comida, ia p/alimentar os animais dos vizinhos; em troca recebiamos galinhas, legumes, frutas, etc. – agora, como têm poucos animais, temos q/deitar esses resíduos fora, mas estamos a pensar adquirir uma caixa de compostagem. Ah! E residimos perto de Mafra… 🙂 🙂 🙂

  10. Fernando Dias. diz:

    Sim, de facto há aspectos que tenho de melhorar na hora da separação dos residuos. Agora no caso dos óleos alimentares, havia um no ecoponto onde moro, mas o mesmo foi retirado depois de ser vandalizado. Fica em Casal da Mira- Amadora.

    Agradeço as informações prestadas.

  11. Ana diz:

    Pena estas informações não serem divulgadas nos media (televisão e rádio). Só dizem que se deve reciclar, mas não chega dizer isso.

  12. Diogo Rodrigues diz:

    Não há ecopontos suficientes”: A cobertura do território nacional é de 100%. Há mais de 41.000 ecopontos em todo o país, o que se traduz num ecoponto por cada 250 habitantes.

    Não concordo de todo com esta afirmação: Eu não quero saber quantos há por habitante, o facto é que não são suficientes.
    Eu faço reciclagem de tudo o que é possível, no entanto no em frente ao meu local de trabalho existem dois contentores de lixo comum e um excelente espaço para um ecoponto que nunca foi aproveitado.
    Diariamente eu ouço “vidro” a cair dentro dos contentores e vejo dúzias de garrafões de água a ser lá colocados sem sequer serem espalmados.
    Se houvesse ali um ecoponto, talvez servisse de incentivo à reciclagem para os 3 o prédios de apartamentos existentes nas imediações assim como para as 4 ou 5 moradias.
    Eu próprio toquei no assunto de colocar ali um ecoponto à autarquia, mas a resposta do presidente da câmara da altura foi que isso é muito difícil porque os rácios de ecopontos por habitante estão (supostamente) cumpridos.
    No meu caso específico, tanto do local de trabalho, como da minha habitação, tenho que andar perto de 500 metros para chegar a um ecoponto. Enquanto não houver um ecoponto por cada dois locais com contentores de lixo comum a reciclagem será apenas para quem quer fazer e realmente se preocupa, para os restantes se representar uma dificuldade maior do que a que o trabalho da separação dos lixos representa só por si, é para esquecer.
    É muito lindo apregoar à reciclagem, mas é mais importante haver uma infra-estrutura local decente que incentive as pessoas a fazê-la.

  13. Esmeralda Henriques diz:

    Achei muito útil, esta informação.
    Pessoalmente nao sabia das lâmpadas e estava a coloca las no ecoponto verde. Nao o faco mais.
    Parabéns OLX!
    É importante a sensibilizacao sobre como cuidar do Planeta que infelizmente caminha para a destruição. Somos nós humanos os responsáveis pela destruição.
    Felizmente já muitos de nós estão sensibilizados.

  14. Catarina diz:

    A informação prestada muito boa, mas fiquei com uma divida! E a esferovite? Pode ser reciclada ou não?
    Obrigada pela informação

  15. Jose Antonio diz:

    Apesar do meu empenho na reciclagem, verifico que nem todos o fazem…na forma mais detalhada.
    Vejo nos ecopontos da área de residência, quando abro as tampa do lixo doméstico, encontro de tudo… vassouras baldes latas garrafas e embalagens de dimensões grandes, que não passam nas janelas dos ecopontos devidos. e poucos são aqueles que desmancham essas peças para as colocar no local certo.
    Esperemos melhoras de quem separa e de quem transforma para reutilização.

  16. Lucas OLX diz:

    Tens razão mesmo Nina. Vamos melhorar esta frase. ;D
    Obrigado pela contribuição!

  17. Lucas OLX diz:

    Parabéns por incentivares os teus alunos Florentino! 😀

  18. Maria Passos diz:

    Quando pensamos estar a fazer tudo correctamente, surge a Olx para nos por no lugar!!!!
    Parabéns, o artigo está muito didáctico e esclarecedor, pena o governo e a corja de politicos nada fazer neste delicado assunto, a eles cave a maior respondabilidade, poderíamos ter uma pegada mais verde, se a legislação e a informação fizessem parte do nosso quotidiano, assim como o lixo!!!😨😢😠😕

  19. Raul Ramos diz:

    Obrigado Olx. A vossa contribuição é muito útil e fiquei muito feliz. Eu já faço a reciclagem há muito tempo. Espero que a partir de agora muitos mais venham a fazer.

  20. olinda Marques diz:

    Obrigada pela vossa publicação. Já reciclo há vários anos ,mas existe dicas, que não são do nosso conhecimento como algumas aqui comentadas. Gostaria de saber em que máquinas são colocadas o vidro e plástico que dá dinheiro, tenho interesse em ganhar alguns trocos, gasto bastante vários artigos com plástico e vidro em casa?…Conheço ,sim os tradicionais ecopontos onde coloco para reciclagem municipal os meus lixos separados, plástico, vidro e cartão. Agradecia que me enviassem informação nesse sentido, como também tubos em PVC, onde posso vende bocados que me restam de serviços prestados. Obrigada

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