Existe algo de inigualável no som que emerge de um gira-discos que o digital simplesmente não consegue reproduzir. Será a personalidade das pequenas imperfeições, a pureza do som, a mecânica do processo, o sentido de tempo?

Estas relíquias fazem tudo soar melhor, mais próximo, e parecem transportar-nos diretamente de volta ao estúdio, lado a lado com os artistas. Descobre tudo o que precisas de saber para escolher um gira-discos e viver uma experiência acústica.

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7 fatores que deves ter em conta ao comprar um gira-discos

Para os defensores do som do vinil, nenhum dos outros formatos consegue apresentar uma qualidade equivalente. Para complicar ainda mais o debate, não existe apenas um tipo de gira-discos mas vários. Descobre como escolher tendo em conta 7 fatores.

1# Gira-discos de braço manual vs. automático

As diferenças entre os gira-discos de braço manual ou automático são simples. Nos automáticos, os braços descem sozinhos e pousam no início dos discos, voltando à posição de repouso após a leitura. Estes gira-discos estão prontos a usar, sem necessitar de afinação manual, o que os tornam mais práticos.

Nos gira-discos com braços manuais, tens de os colocar e retirar manualmente. Apesar disto, estes modelos acabam por ser mais flexíveis, uma vez que permitem mudar vários componentes como o braço, a cabeça, o motor e o prato, quando necessário. De um modo geral, os modelos com braços manuais requerem uma entrada especial ou um pré-amplificador, para a ligação ao sistema de alta-fidelidade e, além disso, podem precisar de afinação.

2# Tração direta vs. tração por correia

Os gira-discos podem ser divididos em duas categorias principais. Podes encontrar os leitores com tração direta (direct-drive), cujo eixo do motor é o do prato, e que oferecem velocidades consistentes de operação, dando início à música mais rapidamente. Estes não necessitam de ajustes e permitem a rotação em duas direções. Se optares por um gira-discos de duas velocidades, vais poder reproduzir praticamente qualquer coisa, exceto os registos já descontinuados de 78 rpm.

Já no que respeita à tração por correia, esta tem a capacidade de tornar o gira-discos mais silencioso e reduzir a vibração para melhorar o áudio. A vibração perturba o bom funcionamento da agulha e pode resultar em distorção. Em qualquer dos casos, o gira-discos que escolheres deve conseguir reproduzir as duas velocidades mais comuns: 45 rpm, para singles, e 33-1 / 3 rpm, para álbuns.

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3#  Cabeça e a agulha

A cabeça e a agulha são dois componentes fundamentais em qualquer gira-discos, uma vez que têm um enorme impacto na forma como um disco será reproduzido. Ambas são substituíveis, quando necessário, já que a agulha, por exemplo, desgasta-se com o uso e a cabeça tem de ser substituída quando a agulha também é trocada.

A agulha é o diamante que encaixa no vinco do disco, após o braço baixar para que a cabeça seja posicionada sobre o início da primeira música. Os gira-discos mais caros usam um diamante puro, enquanto os aparelhos mais acessíveis usam um de metal, apenas com a ponta de diamante. A cabeça, por si só, é o dito resguardo da agulha, com o objetivo de converter as vibrações desta num sinal elétrico que se transforma em música.

A maior parte das cabeças são do tipo íman móvel ou MM, que facilitam a instalação direta no braço sem ter de recorrer a ferramentas. Numa gama superior, a bobina é móvel ou MC. Se substituíres a cabeça do gira-discos deves respeitar o mesmo tipo de encaixe.

4#  Prato e tapete

O prato é a parte giratória do gira-discos, aquele disco redondo do tamanho de um álbum que gira. Atualizar o prato do teu gira-discos para um que seja de acrílico reduz a distorção, a estática e dispensa um tapete. O tapete é uma película fina que fica sobre o prato, protegendo o disco contra vibrações e mantendo-o no lugar.

Os aparelhos de maior qualidade tendem a usar uma plataforma de madeira em vez de plástico oco, uma vez que o maior peso contribui para a qualidade de som. Se não conseguires um de madeira, prefere alumínio fundido ou acrílico sólido, que são superiores ao plástico ou metal fino.

Uma grande parte dos tapetes é feita de materiais como feltro, borracha ou cortiça, que são facilmente substituíveis. Por vezes, as produtoras emitem tapetes colecionáveis, com logótipos de bandas ou capas de álbuns. Uma excelente adição para qualquer colecionador.

5# Tipo de ligação

A maioria dos gira-discos possui uma saída analógica para ligação a um equipamento de alta-fidelidade, de modo que o seu sinal possa depois ser amplificado e reproduzido pelas colunas. Se o teu equipamento de hi-fi não tiver essa entrada, a opção pode ser um conversor analógico/digital.

6# Funcionalidades extra

Os pré-amplificadores embutidos são uma preferência popular, já que permitem que o gira-discos emita o som diretamente para a entrada AUX de um sistema de áudio.

A saída USB também vai permitir conectar o leitor a um computador, smartphone ou pendrive, abrindo as possibilidades à conversão do som em ficheiro digital. Com os altifalantes sem fios também é possível a reprodução via Bluetooth ou Wi-Fi.

7# Limpeza e manutenção

Alguns gira-discos incluem uma capa de proteção contra o pó para proteger os componentes delicados. O foco da manutenção é, essencialmente, a limpeza da agulha e dos discos. Para os limpar, podes usar uma escova própria para remover o pó ou qualquer detrito da sua superfície, antes de o colocares no tapete, reduzindo assim a existência de estática. Além disso, os vinis devem ser armazenados na vertical, para evitar que fiquem deformados.

Modelos de gira-discos que podes espreitar no OLX

Gira-discos Rega Planar 1

À venda no OLX a partir de 200 euros, este gira-discos destaca-se pela qualidade dos seus componentes. A troca de velocidade é feita manualmente, o motor é de baixa vibração e o braço tem uma construção mecânica de precisão, minimizando qualquer atrito no seu movimento e inclui a cabeça de magneto móvel – MM.

A simplicidade deste modelo faz com que se harmonize na perfeição com as casas decoradas de forma minimalista. A qualidade de construção assegura que vai permanecer em bom funcionamento por longos anos.

Gira-discos e cassete Rising

Este é um modelo para quem procura uma aparelhagem de som e gira-discos que remontam aos anos 70. À venda no OLX a partir de 60 euros, este aparelho possui rádio SW, MW e FM Stereo e gravador de cassetes, uma verdadeira relíquia.

Da marca Rising ALC, inclui colunas e tampa para proteção quando não está em utilização. É um modelo que complementa a decoração com elementos vintage, compondo o ambiente, além dos bons serões ao som de um disco de vinil.

Gira-discos Sony PSLX300USB

Este é um dos modelos mais acessíveis e fáceis de usar da marca Sony. Conta com um sistema de acionamento por correia totalmente automático e agulha de diamante. Também possui uma saída USB para converter vinil em mp3 sem complicações. À venda no OLX a partir de 85€.

Os tempos mudam, mas os discos de vinil permanecem, como o clássico intemporal que são, garantindo uma experiência acústica incomparável. Além disso, os gira-discos integram facilmente qualquer estilo de decoração. Dá música aos teus ouvidos, encontra o teu modelo no OLX.


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