A ocorrência de rachas ou vidros partidos num automóvel é mais normal no para-brisas, mas também pode acontecer nas janelas ou vidro traseiro. Há diferenças entre para-brisas, feito de vidro laminado (duas camadas unidas por uma lâmina de silicone no meio) e vidros laterais ou óculo traseiro, que são de tipo térmico. O para-brisas pode sofrer rachas, mas normalmente não se parte. Já o vidro traseiro e as janelas partem-se em vários pedaços, exceto se for uma colisão de pouca intensidade.

Estas diferenças são propositadas e devem-se a razões de segurança. O para-brisas é mais resistente, estilhaça-se, mas não se desfaz, para garantir a visibilidade do condutor e evitar que algum objeto entre no carro através do vidro. As janelas e o vidro traseiro partem-se ao menor choque, para que os ocupantes possam sair do carro se não conseguirem abrir as portas.

Outra distinção entre o para-brisas e as outras superfícies vidradas danificadas de viatura é a de, no caso de rachadura do para-brisas implicar perda de visibilidade do condutor, isso ser punido com uma coima de 99,76€ a 249,40€, de acordo com o artigo 22.º do Código da Estrada (o mesmo sucede se o para-brisas estiver tão sujo que impeça a visão do motorista). Já no caso de janelas ou vidro traseiro partidos isso não dá origem a coima, porém o carro reprova na inspeção obrigatória. Assim, recomenda-se a rápida substituição, até por uma questão de conforto. Há quem, para atenuar a situação e/ou no caso de não ser possível fazê-lo de imediato, recorra ao expediente de colar um plástico transparente para substituir temporariamente o vidro quebrado.

Vidro partido: procurar ajuda ou pôr mãos à obra?

Vamos então à situação concreta: por qualquer razão, o óculo traseiro do teu carro partiu-se e precisas de o substituir. Se não o puderes fazer de imediato, tapa o buraco, com plástico transparente e fita adesiva. Depois, se te sentes com capacidade para isso, podes comprar um vidro novo e seres tu próprio a proceder à substituição. 

Porém, isso é um processo delicado, complicado, e tens de dispor de ferramentas próprias para efetuar a operação. Mesmo quem percebe de carros e gosta de ser ele próprio a reparar ou reconstruir viaturas recorre a oficinas especializadas.

Se ainda assim decidires ser tu a meter as mãos à obra, caso não saibas já como o fazer, podes recorrer a sites da Internet onde te explicam como proceder (não é possível descrever neste texto, mesmo resumidamente, os muitos passos da execução da obra).

O mais simples, porém, é recorrer a uma empresa especializada em reparação ou substituição de vidros de automóveis. Em poucas horas, elas resolvem o problema e, como há várias no mercado, podes comparar preços e verificar a sua disponibilidade. No caso do óculo traseiro (ao contrário do para-brisas), o normal é a substituição, dado que, como foi referido acima, o habitual é o vidro partir-se totalmente.

E quanto custa?

Podes pensar que, com a existência de filamentos térmicos no óculo para impedir o embaciamento, o vidro traseiro é mais caro que o dianteiro, mas o para-brisas, por ser laminado, tem um preço mais elevado. Se o óculo traseiro for escurecido isso vai encarecer o vidro. Os preços variam consoante o carro, o número de filamentos, se o vidro é escurecido ou não, começando nos 200€ e indo até mais de 500€, pelo que só na presença do carro é que a oficina te faz o orçamento.

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Uma maneira simples de evitar a despesa é subscrever um seguro de quebra de vidros. Muitos seguros, mesmo que sejam só contra terceiros, já incluem essa cláusula. Podes ter que pagar algo mais, mas o valor não é muito elevado e livras-te de dores de cabeça. E não penses que a quebra de vidros só acontece a outros.

Por fim, um conselho: mantém as escovas limpa-vidros em bom estado para evitar riscos e usa água ou, de preferência, produtos de limpeza de vidros apropriados para veículos. Nunca utilizes os destinados a limpar superfícies vidradas do lar, pois contêm substâncias corrosivas para as borrachas das viaturas.


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