O confinamento foi dramático para muita coisa, mas também para os veículos dos isolados, confinados e teletrabalhadores com carros mais idosos, parados à porta semanas e meses a fio. No fim desse período, alguns condutores encontraram carros moribundos, com a bateria descarregada.

A verdade é que os veículos se desgastam com o uso, mas também precisam de utilização para manter a qualidade de alguns elementos, como o combustível, as luzes, a embraiagem e, claramente, a bateria.

Se foi isto que aconteceu com o teu veículo, calma. Estamos aqui para te ajudar e revelar cinco métodos ou formas de o trazer de novo à vida caso se apresente moribundo e precise de um “empurrãozinho”.

O que fazer em caso de bateria descarregada?

1. Pega de empurrão

Isto só vai funcionar estando reunidas algumas condições: caixa manual, inclinação que permita ao veículo descair com velocidade ou vários braços e pernas, caso o piso seja a direito e o “empurrão” tenha mais força humana do que peso da gravidade. Se a caixa for automática, esquece. Tens mesmo de fazer ligação com cabos para reanimar a bateria ou chamar a assistência.

Só os carros de caixa manual conseguem ser empurrados e voltar à vida. Se o veículo estiver numa rua ou espaço com inclinação frontal, liga a ignição, pisa na embraiagem e põe em segunda. O carro vai iniciar o movimento e, quando sentires que vai com alguma rotação, larga subitamente a embraiagem.

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A ideia é reduzir os danos da embraiagem e impedir o efeito coice que a 1ª, que é uma mudança de força, provocaria mal a bateria começasse a funcionar.

Também é possível “pegar de empurrão” recorrendo à marcha-atrás, caso o veículo esteja parado no sentido ascendente. No entanto, atenção: o coice pode ser demasiado bruto e vai ser necessária maior perícia para controlar o carro. E lembra-te que, nos carros mais recentes, enquanto o motor não começar a funcionar, não terás travões ou direção. 

Claro que nem sempre se está numa situação em que é possível efetuar tal manobra de “pegar de empurrão”. Nesse caso, a solução poderá estar num conjunto de cabos de bateria.

2. Usa cabos de bateria

Começa por encontrar a localização da bateria do teu carro e do veículo que te oferecerá energia suficiente para arrancares, desde que a voltagem das baterias seja a mesma (não é boa ideia usar a bateria de um diesel para pôr a funcionar um carro a gasolina). Posiciona este último de forma a que as baterias fiquem próximas e na mesma direção. 

Liga o motor do veículo que vai ser a fonte de energia, acende as luzes para absorver oscilações de voltagem caso ocorram e conecta as pinças pela seguinte ordem: primeiro, liga o cabo vermelho (positivo) ao terminal positivo do carro de apoio, fixando a outra extremidade ao terminal positivo do teu automóvel; depois, repete a operação com o cabo preto nos terminais negativos, pela mesma ordem.

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Antes de dares a chave, pede ao outro condutor para acelerar pelo menos até às 3000rpm, mantendo a rotação estável. Depois, se tudo correr bem, terás o carro ligado e pronto a partir, restando apenas separar os veículos: executa o processo pela ordem inversa, retirando primeiro o preto da bateria que estava descarregada e depois do carro bom, passando depois ao vermelho, pela mesma ordem.

Caso o problema seja na bateria, é muito provável que fazer uns bons quilómetros sirva para a recarregar e não ter problemas tão cedo. Mas, se no dia a seguir, acordares para uma nova falta de bateria, o melhor será consultares um mecânico.

3. Usa uma corda

Recorrer a uma corda não vai ser tão simples como o processo com os cabos, além de que precisarás ainda de um macaco. E só funcionará com veículos de tração num só eixo e que não tenham diferencial de bloqueio.

O macaco servirá para levantar o veículo, deixando suspensa uma das rodas motrizes. Essa roda deve ser envolvida com a corda. Depois de ligares a ignição, mete a mudança e puxa a corda com muita força de modo a obrigar a roda a avançar, ultrapassando a resistência física. Parece chato? Parece. E é. Mas funciona.

4. Usa um carregador

Sabemos que não são propriamente baratos, mas dão muito jeito em momentos em que a bateria nos deixa ficar mal e não temos ninguém para nos ajudar. São pequenos carregadores, com sensores que permitem a utilização correta dos cabos e sem criar picos de tensão. Os preços variam, mas podem chegar aos 120€, sendo que quanto mais leves e pequenos, mais dispendiosos.

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Com este método, basta ligar as pinças dos cabos nos terminais da bateria, o positivo e o negativo, ligar o carregador e seguir as instruções. E já está.  

5. Muda de bateria

A bateria não é eterna. E, se nada resultar, pode ser altura de a trocar por uma nova, sobretudo se já tem mais de quatro anos. Poderás tentar fazê-lo por tua conta e risco, já que o processo não é complicado, mas idealmente pede a ajuda de um profissional. Caso a bateria seja recente e os problemas persistam, muito provavelmente terás problemas noutro componente, como no alternador – e aí a despesa será maior.


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