Se tens carta e carro, mas a ideia de teres de trocar um pneu à beira da estrada aterroriza-te, os pneus run flat ou antifuro podem ser a solução para ti.

Claro que podes sempre usar a assistência em viagem da tua apólice, já que, não sendo uma cobertura obrigatória, está incluída, se não em todos, na grande maioria dos seguros auto. Algumas rebocam-te o carro até uma oficina, mas há as assistências que tratarão de mudar o pneu do teu carro de forma a poderes continuar viagem sem mais contratempos.

E, atenção!, se o furo se der numa autoestrada, mesmo que saibas trocar pneus como ninguém, nem penses duas vezes: encosta o automóvel à berma, sinaliza o carro parado e refugia-te atrás dos rails enquanto ligas para o seguro para que alguém te vá resgatar.

Vantagens dos pneus run flat

Há uma solução para evitar todos os contratempos que nos atingem quando temos um furo: pneus run flat, também conhecidos por antifuro ou pneus de rodagem em vazio. Nesse caso, não há grande coisa em que pensar, já que estes pneus foram pensados para, na eventualidade de ficarem sem ar ou de sofrerem um furo, conseguirem continuar a circular, pelo menos, até porto seguro. Com uma enorme vantagem: ao contrário do que sucede com os pneus que suportam o veículo pela pressão do ar, o run flat poderá evitar um acidente. É que, na perda abrupta de ar, o pneu convencional murcha, solta-se da jante e desfaz-se em pedaços.

Um antifuro é um pneu com as paredes reforçadas que, no caso de perda de pressão, mesmo que total, consegue aguentar com o peso do carro, o que significa que poderás continuar a rolar até uma distância de 80 quilómetros, desde que não ultrapasses a velocidade de 80 km/h.

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No entanto, o melhor é que o uses em vazio apenas a distância necessária, já que persistir na circulação com um pneu sem ar pode danificá-lo ao ponto de não poder ser reparado.

É que um run flat, dependendo da extensão do dano, não tem de ser obrigatoriamente substituído; é possível tratar da “ferida” e continuar a usar o mesmo pneu. Mas, claro, se o pneu for obrigado a suportar o peso do veículo (e seus ocupantes) durante muito tempo poderá sofrer malformações nas reforçadas paredes que não terão solução.

Run flat: nem tudo são rosas

Como em tudo, constatarás uma série de vantagens se optares pelos pneus antifuro, mas terás de te preparar para lidar com o outro lado da moeda: o das desvantagens.

É que pesam na carteira! Os próprios pneus são muito mais caros. Por exemplo, da marca Bridgestone, dois pneus do mesmo modelo, com as mesmas medidas, índice de carga e índice de velocidade podem ter um preço muito diferente dependendo se for convencional ou run flat: o primeiro anda à volta dos 170€; o segundo encontra-se por cerca de 240€. E se se fizer as contas ao conjunto depressa se percebe o gasto extra: 960€ em vez de 680€…

Artigo relacionado: Como escolher os melhores pneus para o teu carro

É certo que o gasto extra pode ser largamente compensado, mas antes de decidires aconselhamos-te a fazeres bem as contas. É que, além de serem mais caros, também são mais difíceis de encontrar quando se precisa de trocar de pneus.

Por fim, toma nota: o consumo de um carro com pneus run flat pode ser superior ao de um com pneus convencionais.

Nem todos podem ter run flat

Falta de dinheiro não é um problema que tenhas e, por ti, amanhã mudavas já para este tipo de pneus antifuro. Calma! Apesar de parecerem na teoria uma boa ideia, os pneus run flat não são os mais democráticos e não podem ser montados em qualquer carro.

Para receberem um run flat, o automóvel tem de apresentar um chassis e um sistema de suspensão afinados com esse propósito, o que torna o carro mais duro (e eis por que consome mais combustível!), e ser homologado para rodar com pneus de esvaziamento lento.

Além disso, é indispensável que o carro esteja equipado com um sensor de pressão de ar. É que, uma vez que este tipo de pneus não exibe qualquer problema visível quando perde ar, é de enorme importância que o condutor se aperceba atempadamente de qualquer anomalia. Só assim poderá adequar a velocidade para menos de 80 km/h e procurar uma oficina antes de os danos se tornarem permanentes.

Não podes ter pneus run flat? Conhece as alternativas

O teu carro não está homologado, não tens dinheiro para tamanho investimento ou simplesmente não te apetece deixar o ordenado na bomba de combustíveis. Se qualquer uma destas situações for a tua, ainda não precisas de desistir de encontrar uma solução para evitares um furo no meio do caminho.

Artigo relacionado: Pneus recauchutados: bom ou mau negócio?

Há carro que dispõem de kits de reparação, que incluem uma espuma e um pequeno compressor. Isto evitará a mudança do pneu e permitir-te-á chegar a uma oficina – ou não. Esta solução pode ser muito eficaz em pequenos furos, mas insuficiente para rasgões ou furos de maior dimensão (além do mais, o pneu fica irrecuperável).

Outra hipótese passa por escolheres pneus autosselantes, que têm uma camada de borracha líquida sob a banda de rodagem, que, em contacto com o ar, endurece, vedando o furo quase automaticamente. Apenas uma desvantagem:  não resolve danos nas paredes.


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