Compraste o teu primeiro carro, levaste-o à revisão e perguntaram-te se querias óleo mineral ou sintético?. Para que não dês parte fraca, leva o trabalho de casa feito e percebe as diferenças entre os tipos de óleo que existem e qual será o ideal para o teu fiel carro.

Primeiro, toma nota: há três tipos principais de óleos. São eles os óleos minerais, os óleos sintéticos e os óleos semissintéticos.

Óleo mineral: mais barato

No caso do óleo mineral, este provém do petróleo bruto, sendo meticulosamente refinado para que sejam eliminadas as substâncias indesejáveis, ao mesmo tempo que o processo de refinação acrescenta outras substâncias vantajosas, otimizando as caraterísticas do produto base.

Tradicionalmente, o óleo mineral encerra vários problemas. E se falares com os mais antigos, dir-te-ão que tem tendência à criação de espumas, que sofre de elevada perda de viscosidade a alta temperatura, que tem baixo poder detergente e que oxida e que exibe fraca proteção à corrosão. No topo de tudo isto, é de fácil carbonização, o que provoca o depósito de carvão nas câmaras de combustão e válvulas.

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No entanto, ainda não o ponhas totalmente de parte. Atualmente, graças aos aditivos, que os fabricantes colocam nos óleos para melhorar as suas capacidades, os problemas referidos praticamente não existem.

E os pontos positivos são vários: os minerais são mais baratos que os sintéticos, ainda que necessitem obrigatoriamente de ser renovados uma vez por ano.

No caso de se tratar de um automóvel com muitos anos, o óleo mineral pode ser um bom aliado, na medida em que, por apresentar uma mais elevada viscosidade, contribui para manter a compressão do motor, anulando as folgas entre as peças que são naturalmente maiores.

Óleo sintético: mais caro mas também mais fiáveis

Isso significa que num carro antigo não se deve colocar óleo sintético? Também não é linear. Repara: os óleos sintéticos são quimicamente elaborados pelo homem e os ajustes controlados, feitos em laboratório, permitem maior estabilidade da viscosidade às variações de temperatura (maior índice de viscosidade sem o acréscimo de aditivos específicos), menor volatilidade (reduzidas perdas por evaporação, também a altas temperaturas) e maior resistência à oxidação e alterações em geral.

São definitivamente aconselhados em veículos com propulsores sobrealimentados de elevado rendimento e motores de competição.

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Claro que não há bela sem senão: os sintéticos são o tipo de óleo com o preço mais elevado. No entanto, pensa que se trata de um investimento. Afinal, o óleo sintético protege com maior eficácia o motor e todos os seus componentes, contribuindo para aumentar a vida útil do motor. E, apesar de mais caro, pode ser substituído de dois em dois anos.

Óleo semissintético: o melhor de dois mundos

Claro que no meio é que pode estar a virtude. E, entre o óleo sintético e o mineral, e a respetiva gigante diferença de preço, há uma solução intermédia que garante boa proteção a preço mais acessível, sobretudo se falarmos de automóveis com motores de baixa cilindrada: o óleo semissintético, constituído por óleo mineral e um pequena porção de óleo sintético, mistura que permite reduzir o preço e ainda assim beneficiar de algumas potencialidades do sintético, como níveis de viscosidade constantes a altas temperaturas e maior resistência à oxidação e ao desgaste, permitindo utilizações sem problemas por períodos mais longos.

Uma coisa deves saber: antes de tomares uma decisão, convém saber, por um lado, qual a recomendação do fabricante e, por outro, que tipo de óleo tem o carro. É que não convém passar do 8 para o 80, sendo que certos motores podem responder mal a uma mudança brusca. Assim, se achares que faz sentido mudar o tipo de óleo, fá-lo lentamente, dando ao carro tempo e espaço para se habituar a uma nova realidade.

E não te esqueças: seja qual for o produto da tua eleição, muda sempre o filtro do óleo do motor na altura em que substituíres o líquido.

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