Os Bedlington Terrier têm um pelo branco tão volumoso que se assemelha ao de uma ovelha. Já os Thai Ridgeback conseguem caçar javalis e até mesmo cobras. E os Xoloitzcuintle, com mais de 3.000 de anos de história, já foram considerados deuses. Estas são apenas algumas das raças de cão mais raras do planeta, que se destacam pela personalidade, aparência e inteligência. Descobre tudo sobre estas raças.

1. Bedlington Terrier

O Bedlington Terrier, com uma origem que remonta ao século XIX em Inglaterra, era utilizado por mineiros para caçar ratos. Mas foi a pelagem, muito semelhante à das ovelhas, que mais fez destacar esta raça de cão. E as parecenças não ficam por aqui: tem também um crânio parecido e acumula pelos nas pontas das orelhas e na cabeça.

Este cão, resultado de cruzamentos entre o Poodle, o Dandie Dinmont Terrier e o Whippet, tem um caráter firme, corajoso, independente, brincalhão e é muito fiel aos seus donos.

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2. Thai Ridgeback

O Thai Ridgeback é uma raça de cão exótica, bonita e muito rara. É um dos cães mais antigos de que há registos, nativo da Tailândia, e utilizado desde o seu aparecimento para caçar cobras e javalis, além de servir de escolta. Tem um corpo longo, com uma musculatura muito desenvolvida e um focinho em forma de cunha, com orelhas eretas, triangulares e grandes.

Toda a pelagem é lisa e curta, exceto uma crista que percorre todo o seu dorso. Normalmente são de cor preta, avermelhada, azul ou castanho. Outra característica curiosa é que às vezes a língua é parcial ou completamente pigmentada, azul ou preta. É um cão muito inteligente, leal e protetor da família, embora seja bastante independente e dominante.

3. Catahoula Cur

O Catahoula Cur é um cão para quem quer um companheiro canino cheio de energia, que gosta de desporto e de andar acompanhado. A sua particularidade prende-se com as cores de pelo incomuns, em manchas de tons avermelhados e castanhos, cinza-escuro, preto e branco, ou todo escuro. Os olhos fazem lembrar vidro e mármore, o corpo é compacto e musculoso.

É a raça de cão oficial do estado de Louisiana, nos Estados Unidos, e acredita-se que seja um híbrido de mastins e outros cães europeus. Requer exercício permanente, seja físico ou mental. É muito inteligente e não gosta de ficar sozinho, sendo muito dependente da sua família e com ótimo relacionamento com crianças.

4. Puli

Quem se cruza com um Puli na rua, vai de imediato perceber que está perante uma raça de cão rara, ou não fosse uma completa massa redonda de pelo com a língua de fora e tudo o resto oculto. São fáceis de reconhecer graças à sua pelagem, que é muito característica. De longos cachos até ao chão, são geralmente pretos, brancos ou com vários tons, como cinza. Debaixo de toda a pelagem, escondem um corpo robusto e musculoso.

É também de salientar a sua personalidade, já que os Pulis normalmente criam um vínculo muito especial com os membros da família. Além disso, são amigáveis, especialmente gentis com crianças, embora consigam também ser bastante teimosos. É o cão nacional da Hungria, cujos ancestrais chegaram ao país no século IX.

5. Mudi

O Mudi é uma raça de cão rara, conhecido por cumprir as missões que lhe são confiadas, seja para dirigir gado difícil, como cão de caça ou de defesa, ou não fosse um cão pastor húngaro. Além de muito corajoso, é também um ótimo cão de companhia. É inteligente, brincalhão, calmo e está sempre alerta.

Esta raça parece ter surgido de forma espontânea na Hungria, entre os séculos XIX e XX, de porte médio e com características físicas muito particulares. A cabeça é alongada e estreita, com orelhas bem no alto, eretas, pontiagudas e em forma de “V”. A pelagem é mais rica em pigmentação do que a de outras raças, numa mistura de tons pretos e cinza.

6. Schipperke

O Schipperke tem uma aparência incomum, que faz desta uma raça de cão rara. Surgiu por volta do século XVII, e há quem diga que se trata de um pastor em miniatura, numa versão reduzida do Leauvenaar, um pastor preto belga. Outros defendem que é uma raça do tipo Spitz, sendo que as semelhanças com este último são evidentes.

Trata-se de um cão leal, dócil e afável, por vezes um pouco teimoso e travesso, o que lhe conferiu o apelido de “diabo negro”, muito graças ao seu tipo de socialização com outros animais. Gosta de caminhar, ladra facilmente e pode precisar de treino, seja para conviver com outros animais ou para viver com crianças. No entanto, é adequado para donos inexperientes.

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7. Borzoi

Oriundo da Rússia e com origens que remontam ao século XVI, os Borzoi surgiram como uma raça de cão para caçar os lobos que vagueavam ao ar livre. A aristocracia russa mantinha canis grandiosos com centenas de Borzois – muitos foram mortos após a revolução russa, como símbolo de ódio aos governantes. Encontrou o seu lugar na América, onde era conhecido inicialmente como o lobo russo e um símbolo de status.

A aparência física é semelhante à de um galgo coberto de pelos longos e sedosos, de pernas longas e finas e corpo elegante. É um cão bem-humorado, amigável e descontraído. É feliz a correr, continua a ser caçador e precisa de espaço. Gosta de climas frio e precisa de ser escovado duas a três vezes por semana.

8. Xoloitzcuintle

Com um nome difícil de pronunciar, o Xoloitzcuintle é uma das raças de cão mais raras que se conhece. É conhecido por cão mexicano ou cão asteca, e já soma três mil anos de história. Foi companheiro de caça das populações da América Central e do Sul, e era um animal quase equiparado a um Deus, sendo-lhe inclusive atribuídos poderes de cura. Por outro lado, também foi utilizado como oferenda dos antigos habitantes do México, como sacrifício para acalmar a fúria dos deuses.

É um cão de temperamento calmo, carinhoso, nobre e vive bem em ambientes com crianças. Relativamente ao seu físico, é possível encontrá-los em miniatura, tamanho médio ou grande, não ultrapassando os 60 cm de altura e 25 kg. É uma raça sem pelos e que, por isso mesmo, precisa de cuidados específicos com a pele. Para não se queimarem, é aconselhável protegê-los do sol.

9. Azawakh

A Azawakh é uma raça de cão que merece destaque entre as mais raras. Estes galgos africanos têm origem nas áreas próximas ao deserto do Saara, mais propriamente do árido vale de Azawakh. Podem ser encontrados em países como Mali, Nigéria e Burkina Faso, sendo utilizados por vários povos nómadas do Saara, como guardiães e caçadores de gazelas, ou não fossem extremamente rápidos, conseguindo alcançar os 40 km/hora.

É um cão que está sempre alerta, atento, e reservado perante estranhos. Dócil, combina lealdade e independência a um nível difícil de encontrar noutras raças. Apesar de também gostar de brincar sozinho, é um cão muito atencioso à sua família, protetor e muito ativo. Pode precisar de treino de obediência e exige muita atividade, embora sejam calmos dentro de casa.

10. Mastiff Tibetano

Esta raça de cão oriental é uma das mais antigas do mundo, que acompanhava os antigos pastores nómadas do Himalaia e guardava os mosteiros tibetanos.

Considerados como os ancestrais de todos os mastins e cães da montanha, estes animais destacam-se por serem fortes, poderosos e robustos. A pelagem é semelhante à de um leão e confere-lhe uma determinada imponência. Em 2016, um exemplar desta raça foi comprado por um valor a rondar os dois milhões de euros.

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