É um desporto completo e muito divertido, fácil de começar e com menos logística do que o surf. É perfeito para quem valoriza o contacto com a natureza, e quer desfrutar do mar de uma forma única. E é sinónimo de ondas perfeitas e enormes descargas de endorfinas. Falamos, claro, de bodyboard, um dos desportos aquáticos mais cativantes e que conquista fãs em praias de todo o mundo e para o qual Portugal tem condições perfeitas.

Este desporto pode ser praticado em qualquer idade, por pessoas de qualquer condição física, e não é só para o verão. Mais: tem um enorme potencial de evolução. Das primeiras ondas às acrobacias mais arriscadas, há muito por onde experimentar. Para isso, são precisos apenas estes 4 equipamentos essenciais.

1. Prancha de bodyboard

Começando mais óbvio: a prancha faz parte dos equipamentos indispensáveis, e nem sempre é fácil saber qual a mais adequada. Entre várias marcas que oferecem inovações técnicas, materiais e diferentes formas para melhorar o desempenho na água, importa perceber alguns pontos básicos na hora de escolher a prancha certa.

Tamanho da prancha

Em geral, de pé, a ponta da prancha deve ficar ao nível do umbigo. A partir dessa referência e, de acordo com o nível de experiência, peso, preferências pessoas e tipo de ondas, o tamanho pode variar alguns centímetros.

Por exemplo, para quem está a começar e pretende surfar ondas pequenas, a prancha pode ser um pouco maior. Quanto maior a prancha, mais flutua, o que confere estabilidade. Para utilizadores avançados, a prancha menor é mais manobrável, mas mais difícil de estabilizar.

Materiais da prancha

Quanto aos materiais, existem essencialmente três tipos: Polietileno (PE), Polipropileno (PP) e NRG. A diferença entre si está na flexibilidade e no peso, que vai afetar o desempenho na água.

As pranchas de PE são mais pesadas e adequadas a iniciantes e a ondas pequenas. As pranchas de PP são rígidas e leves, sendo este o material utilizado nas pranchas de bodyboard topo de gama. Com este material, é possível ter mais controlo sobre a prancha. Por fim, as pranchas NRG são compostas por polipropileno de baixa densidade que se destaca, sobretudo, por ser muito leve. 

Tipo de tail

Talvez já tenhas reparado que nem todas as pranchas têm o mesmo formato no extremo mais próximo dos pés. Algumas têm saliências para fora e outras para dentro. Algumas têm forma de V e outras parecem quase umas asas de morcego. Porquê?

Esta forma tem o nome de tail, e define a estabilidade e manobrabilidade da prancha. O formato crescent, que faz um arco para dentro da prancha, é um dos que melhor se agarra à parede da onda. É muito versátil em termos de condições climatéricas e uma das opções mais comuns.

No extremo oposto, o bat-tail (o que parece umas asas de morcego) é mais afilado, e manobrável, mas adere menos às ondas e é indicada para bodyboarders experientes.

Para os praticantes de Drop Knee, ou seja, de apoiar o joelho na prancha, a V-tail é o mais indicado. Confere um bom equilíbrio entre velocidade, estabilidade e aderência.

De forma geral, quanto mais largo for o tail, mais estável e melhor para iniciantes. Quanto mais estreito, mais manobrável, o que faz com que a prancha seja melhor para bodyboarders experientes.

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2. Leashs de bodyboard

As leashs de bodyboard são importantes na prática deste desporto, uma vez que permitem que não se perca a prancha, ao cair. Há modelos de pulso ou de braço e a escolha é, essencialmente, uma questão de gosto pessoal.

Os modelos de pulso são os mais comuns. Estão mais “à mão” quando é necessário puxar a prancha e são confortáveis, semelhantes a ter um relógio. Por outro lado, as versões de braço não atrapalham tanto na hora de remar, mas podem precisar de algum tempo de adaptação. Há ainda modelos desenhados para evitar que se formem nós e leashes específicos para os pés de pato.

3. Pés de pato

Os pés de pato são um elemento-chave no bodyboard. Permitem aumentar o poder de propulsão, percorrer longas distâncias com menos esforço e chegar ao melhor ponto da onda.

Como em qualquer equipamento, não se pode ter tudo: os pés de pato mais rígidos são mais rápidos, mas menos confortáveis. As opções mais flexíveis e macias são mais cómodas, mas não permitem acelerar tanto.

O segundo critério é, como numa sapatilha normal, o tamanho. Os pés de pato devem ser ajustados, mas deixar espaço para se esteja confortável. E, para quem planeia usar meias de neopreno, deve haver uma margem em conformidade.

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4. Neopreno

O fato de neopreno é fundamental durante a prática de bodyboard, seja para proteger do sol, do frio, e para reduzir a irritação causada pela própria prancha. É importante relembrar que o fato deve ser justo, embora não demasiado apertado, para impedir a passagem de água e manter a capacidade de reter calor.

A espessura do fato é o principal fator a ter em conta. Para quem procura um fato para todo o ano (verão e inverno) ou para quem está a começar, o recomendado é uma espessura 4/3 mm. Para os mais friorentos, ou para quem vai estar em águas frias, é possível optar por um 5/3 mm e completar com meias, luvas e capuzes. Em águas mais quentes, um 2/2 mm pode ser suficiente.

Um fato novo é caro, e as melhores marcas podem rondar os 300€ a 500€. No OLX, há uma enorme variedade de fatos em segunda mão em excelentes condições, com grandes descontos.

O bodyboard é um desporto divertido e com enormes benefícios para a saúde – desenvolve os músculos dos braços e das pernas, fortalece a saúde do coração e dos pulmões, desenvolve a coordenação, e relaxa pelo contacto com o mar. Para tirar o máximo partido deste desporto, escolhe os melhores acessórios e voa sobre as ondas. 

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