O Fundo Ambiental pode tornar a tua casa mais sustentável e ajudar-te a poupar nas contas ao fim do mês.  

Fica a saber tudo sobre este apoio e como te pode ajudar a poupar a carteira e o ambiente.

Quem é elegível para o Fundo Ambiental?

São elegíveis particulares proprietários de edifícios de habitação existentes e ocupados, unifamiliares, de frações autónomas em edifícios multifamiliares ou de edifícios multifamiliares, construídos até ao final do ano de 2006.

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Que tipo de intervenções são comparticipadas?

Existem 6 tipos de projeto, com uma média de 70% de comparticipação e valores limite que podem ir dos 500€ aos 3.000€.

Cada candidato está limitado a um incentivo total máximo de 15.000 €, sendo o limite máximo por edifício unifamiliar ou fração autónoma de 7.500 €.

As 6 tipologias de intervenção, taxa de comparticipação e limites máximos são os seguintes:

1# Janelas eficientes

É elegível a substituição de janelas menos eficientes por janelas de classe energética igual a “A+” e com etiqueta energética CLASSE+, em intervenções realizadas por fabricantes ou instaladores de janelas inscritos nesta plataforma

A taxa de comparticipação é de 70% e o valor limite de 1.500€.

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2# Isolamento térmico

Para esta categoria consideram-se soluções construtivas compostas por materiais reciclados ou de base natural: argamassa de colagem, placa isolante, sistemas de fixação mecânica, argamassa de revestimento armada com rede de fibra de vidro, e revestimento final. São só elegíveis as despesas com empresas acreditadas.

A taxa de comparticipação é de 70%. O valor limite para isolamento térmico em coberturas ou pavimentos é de 1.500€ e para isolamento térmico em paredes é de 3.000€.

3# Climatização e AQS com renováveis

Esta categoria inclui todos os equipamentos para aquecimento e arrefecimento do ar e de águas quentes sanitárias (AQS) com uma classe de eficiência energética igual ou superior a A+.

Os aparelhos que realizam múltiplas funções (por exemplo, aquecimento e arrefecimento) devem apresentar na etiqueta energética a classe de eficiência energética para cada uma das funções para serem elegíveis. Para que o equipamento seja abrangido pelo programa todas as classes apresentadas devem ser iguais ou superiores a A+.

Se for necessário recorrer a um profissional para instalação, deves fazê-lo a partir da lista de peritos acreditados no portal do apoio.

A taxa de comparticipação é de 70% e o valor limite de 2.500€ para bombas térmicas e sistemas solares, de 1.500€ para caldeiras e recuperadores de biomassa e de 750€ para caldeiras elétricas quando acopladas a outros dispositivos que recorram a energias renováveis.

4# Painéis fotovoltaicos e outros equipamentos de produção de energia renovável para autoconsumo

Para que a instalação de painéis fotovoltaicos seja abrangida pelo programada, pode ser necessário efetuar uma comunicação prévia:

  • Caso a potência instalada do sistema fotovoltaico para autoconsumo seja até 350W, não existe qualquer necessidade de realizar comunicação prévia.
  • Se a potência instalada se situar entre 350W e 30kW, é necessário a comunicação prévia da instalação na DGEG (Direção Geral de Energia e Geologia).
  • Sempre que a potência instalada seja superior a 30kW existe a necessidade de licenciamento específico

Não são elegíveis despesas associadas com a aquisição de baterias de acumulação para armazenamento de energia.

A taxa de comparticipação é de 70% e o valor limite de 2.500€.

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5# Equipamentos de eficiência hídrica

Nesta tipologia de intervenção apenas são elegíveis os seguintes equipamentos, que devem ter certificação ANQIP e classe de eficiência igual ou superior a «A» como:

  • Torneiras das casas de banho (torneiras de lavatório) e lava-loiças;
  • Sistemas de duche (conjunto de torneira de duche e chuveiro);
  • Autoclismos com dupla descarga, descarga interrompida ou descarga completa;
  • Autoclismos com dupla entrada de água (potável e não potável);
  • Fluxómetros;
  • Redutores de pressão e reguladores de caudal.

A taxa de comparticipação é de 70% e o valor limite de 500€.

6# Incorporação de biomateriais, materiais reciclados, soluções de base natural, fachadas e coberturas verdes e soluções de arquitetura bioclimática

Consideram-se elegíveis intervenções que envolvam a aplicação de um ou mais dos conceitos de arquitetura bioclimática e desde que envolvam a instalação ou adaptação de elementos fixos no edifício, como por exemplo, palas fixas para sombreamento de vãos envidraçados, espaços estufa, ou tubos enterrados para ventilação.

A validação da aplicação de ecomateriais ou materiais reciclados deverá ser realizada através da submissão da certificação que permita atestar a inclusão desses materiais nas intervenções realizadas.

A taxa de comparticipação é de 70% e o valor limite de 3.000€.

A lista completa e regras de candidatura está disponível aqui.

Para já, a maioria dos pedidos refere-se à instalação de painéis fotovoltaicos (50%), bombas de calor e painéis solares (38%), seguindo-se as janelas eficientes (10%).

Quais são os prazos de candidatura?

O prazo para apresentação das candidaturas ao Incentivo decorre até 31 de dezembro de 2021.

As despesas em que tenhas incorrido a partir de 1 de janeiro, serão elegíveis ao abrigo do novo programa, razão pela qual deverão guardar as faturas/recibos relacionadas com essas despesas.

Que documentos são obrigatórios?

São necessários os seguintes documentos:

  • Identificação (Número do Cartão de Cidadão e Número de Identificação Fiscal) 
  • Certidão de não dívida perante a Autoridade Tributária e Aduaneira e Segurança Social  
  • Número de Identificação Bancária (IBAN)
  • Cópia do certificado energético válido emitido no âmbito do SCE – Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (caso o imóvel tenha sido objeto de venda, arrendamento ou sujeito a grande reabilitação após 1 de janeiro de 2009) 
  • Cópia da Caderneta Predial Urbana (CPU) atualizada do edifício ou fração candidata, onde conste expressamente a propriedade do candidato. 
  • Licença de habitação para imóveis construídos após 1951. Para os restantes casos, documento oficial da Câmara Municipal que ateste a dispensa da referida licença 
  • Recibos com data posterior a 7 de setembro de 2020, com o nome do candidato e todas as despesas
  • Fotografias da habitação alvo de intervenção e dos equipamentos, antes e após implementação dos projetos

Existem outros documentos que dependem do tipo de candidatura apresentada. Vê a listagem completa aqui.

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